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Estudo da reprodução do coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) em Portugal
Alves*,
P.C. & Moreno**, S. (1996). Revista Florestal. vol IX(1), pp:
149-166. * Instituto de Zoologia ‘Dr. Augusto Nobre’. Faculdade de Ciências
da Universidade do Porto, 4050 Porto; **Estación Biológica de Doñana,
Ap.1056.41080 Sevilla.
Este
trabalho pretende esclarecer alguns aspectos sobre o ciclo de reprodução
do coelho-bravo em Portugal. Os autores procuraram relacionar os
principais parâmetros de reprodução com características ambientais,
como o comprimento do dia, a temperatura, a precipitação e a
disponibilidade e qualidade do alimento.
O
estudo decorreu na Tapada Real de Vila Viçosa e em Pernes (Santarém). Em
ambas as áreas de estudo foram recolhidas e analisadas amostras de vegetação
e foram capturados coelhos a tiro e com redes e furões.
Os
autores verificaram que a actividade reprodutora tem um período de máxima
intensidade de Janeiro a Maio, embora existam animais em actividade sexual
de Outubro a Junho. Verificaram ainda que os machos iniciam e terminam a
actividade reprodutora antes das fêmeas (maior período reprodutor).
O
tamanho médio das ninhadas foi de 4.26 fetos viáveis.
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Máxima
Intensidade Reprodutora |
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Menor
Intensidade Reprodutora |
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Pausa
Reprodutiva |
A disponibilidade e a
qualidade do alimento apresentaram uma acentuada variação com as estações
do ano, correspondendo ao período do Verão os níveis mais baixos de
quantidade e qualidade de alimento. Este facto poderá ser o responsável
pelo decréscimo da actividade reprodutora durante este período (pausa
reprodutora entre Julho e Setembro).
A actividade reprodutora
parece ser determinada em grande parte pelas condições climatéricas,
sendo a época de reprodução coincidente com o período de maior
quantidade e qualidade do alimento. Este tipo de adaptação confirma o
carácter de reprodução oportunista do coelho-bravo em habitats mediterrânicos.
Os autores embora considerem serem necessários mais estudos, referem que
os resultados sugerem que a época venatória não está adequada ao período
reprodutor. Desta forma, apontam para a necessidade de uma flexibilidade
da época venatória em diferentes regiões do país, uma vez que o período
reprodutor é influenciado por factores climatéricos e nutricionais.
A CONSERVAÇÃO PELO USO SENSATO
© ERENA 2002
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