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Análise de algumas
características morfológicas em Codornizes (Europeia e Japónica) e identificação de algumas
caracterísTicas diferenciadoras
[Análise
Morfométrica em Coturnix coturnix (L., 1758) e Coturnix
japonica (Temminck & Schlegel, 1849): Pesquisa de Caracterísicas
Diagnosticantes]
Rafael,
M.T., Fontoura, A.P. & Gonçalves, D.A. (1996). Revista Florestal
IX(1). PP: 89-102. Instituto de Zoologia "Dr. Augusto Nobre",
Faculdade de Ciências do Porto, Universidade do Porto, Praça Gomes
Teixeira, 4000 Porto
Nos
últimos anos, em Portugal e em alguns países da Europa, têm sido
observadas introduções de codorniz japonesa (Coturnix japonica)
na natureza e, eventualmente, de híbridos resultantes do cruzamento desta
espécie com a codorniz (Coturnix coturnix), espécie que existe
naturalmente em Portugal (autóctone).
A
utilização de espécies exóticas em largadas e repovoamentos é
apontada como uma das principais causas da redução de biodiversidade,
podendo constituir uma ameaça para o património genético das espécies
autóctones (nativas). No entanto, no caso da nossa codorniz, ainda se
desconhecem quais os efeitos causados por estas introduções.
A
utilização de codorniz japonesa e de hibridos desta com codorniz autóctone,
deve-se ao facto de o maneio destas aves em cativeiro ser mais fácil do
que o das codornizes autóctones puras.
Neste
trabalho, os autores procuraram distinguir a codorniz autóctone da
codorniz japonesa, tendo para tal investigado algumas características
morfométricas como o peso, comprimento do tarso, diâmetro do tarso e
comprimento da asa.
Como
resultado, obtiveram uma série de equações matemáticas, que permitem
diferenciar machos e fêmeas, onde o peso e o comprimento do tarso foram
as características morfológicas que mais contribuiram para distinguir as
duas espécies de codorniz. Desta forma, introduzindo na fórmula os
valores da pesagem e das medições de uma determinada codorniz, obtém-se
uma indicação quanto à espécie a que essa codorniz pertence. No
entanto, como existe sobreposição de valores, nomeadamente no caso das fêmeas,
os autores sugerem a pesquisa de outras características diagnosticantes
mais precisas como os marcadores genéticos.
A CONSERVAÇÃO PELO USO SENSATO
© ERENA 2002
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