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Aves de Rapina e
espécies de caça: cálculo de uma taxa de predação líquida
[Raptors
and Game: The assessment of a net predation rate.]
Borralho,
R.*, Rêgo, F.** & Onofre, N.***(1993). Gibier Faune Sauvage,
10 (6): 155-163. * Dep. de Eng. Florestal – Instituto Superior de
Agronomia, Morada actual: ERENA, Av. Visconde de Valmor, 11
– 3, 1000 Lisboa, Portugal. ** Dep. de Matemática - Instituto
Superior de Agronomia. *** Estação Florestal Nacional.
e-mail:
rui.borralho@erena.pt
Um
dos aspectos mais polémicos quando falamos em gestão de populações
animais é o impacto dos predadores nas espécies de caça.
Um
dos modos de estudar este fenómeno é através da comparação da evolução
das populações da espécie presa com e sem a presença de predadores,
mantendo todos os outros factores constantes. No entanto, quando se fala
em predadores alados (aves de rapina), este procedimento não só não é
possível como também não é desejável por razões legais e de conservação.
As
aves de rapina, apesar de poderem consumir grandes quantidades de espécies
de caça menor, podem também alimentar-se de pequenos e médio-predadores
que por sua vez se alimentariam de espécies de caça menor, ou seja, em
termos líquidos a taxa de predação não é tão elevada.
Frequentemente, as aves de rapina capturam animais doentes ou em excesso
numa população, que não têm valor reprodutivo para a população.
Neste
trabalho, os autores discutem o impacto da predação por aves de rapina
com base na sua capacidade de capturar espécies cinegéticas e espécies
de pequenos e médio-predadores, e o grau de compensação da mortalidade
causada por esta predação na construção de uma taxa líquida de predação.
A CONSERVAÇÃO PELO USO SENSATO
© ERENA 2002
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